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REVIEW: Liturgy-H.A.Q.Q

Durante a decada de 2010 poucas bandas de metal receberam tanta infâmia quanto o Liturgy. Desde 2011, com o lançamento do seu segundo álbum Aesthetica (o primeiro álbum Renihilation é basicamente um álbum normal de Black metal com influencias atmosféricas) o Liturgy dividiu muitas opiniões devido ao seu estilo de Black metal (considerado como transcendental em um polemico manifesto escrito pelo líder da banda Hunter Hunt-Hendrix no inicio dessa década), o projeto nunca foi visto com bons olhos pelos fãs “trve kvlt” do estilo, seja pelo estilo eclético de musica que a banda toca, seja pelas letras vagas, simbólica e quase nonsensicas, seja pela atitude de HHH (como chamaremos o vocalista a partir de agora), considerada por muitos como pretenciosa e arrogante, seja pelo fato da banda ser adorada pela pitchfork, seja pelo bizarro manifesto já mencionado, tudo era motivo para os metaleiros tr00zões pegarem no pé da banda e de seus fãs, que inclusive chamavam o estilo tocado pelo g...

REVIEW: DIIV-Deceiver

O DIIV chega ao seu terceiro álbum com o som renovado, trocando o post punk oitentista pelo shoegaze, esse também é o primeiro álbum lançado depois do vocalista e guitarrista Zachary Cole Smith entrar no rehab por conta de seus abusos de drogas, eu falo isso porque muito desse álbum fala sobre o abuso de substancias toxicas, musicas como “Horsehead”, “Skin Game” e “For the Guilty” todas tem como plano de fundo os vícios que Zachary vem combatendo desde 2017. Esse também é o primeiro álbum sem o baixista David Ruben Perez, que foi demitido em 2017 por ser um channer homofóbico e racista (ou seja, só um channer). Agora falando um pouco mais do álbum, em “Deceiver” o DIIV teve bastante sucesso em criar o shoegaze melancólico e noturno que eles almejaram criar, o que se percebe em musicas como “Taker” e “Like Before You’re Born”, alem disso o álbum possui uma produção suja, atmosférica, porem ainda bem acessível para as pessoas, claro que tem alguns problemas, a transição entre as ...

REVIEW: Caroline Polachek-Pang

A cantora e compositora norte-americana Caroline Polachek mostra para o que veio em seu primeiro álbum solo Pang. Pang é um excelente álbum de art pop, contendo influencias da electropop, da musica Ambiente e do  glitch pop, se sustenta principalmente em musicas cativantes como a faixa-título e So Hot You’re  Hurt  My Feeling , alem de momentos magistrais e belíssimos como Go as a Dream e Hit Me Where it  Hurts , alem disso temos o ótimo desempenho vocal de Caroline, que seria excelente se não fosse o  uso um tanto excessivo de autotune em musicas como Insomnia , mas falaremos disso depois, esse  álbum me lembra uma versão (muito) melhorada do ultimo álbum da Marina and the Diamonds.  Alem disso, eu sei que isso pode parecer loucura, mas em algumas musicas (Como a faixa-título) os  vocais me lembram um pouco da Rosalía, é um álbum muito bom. Mas infelizmente nem tudo são flores, alem do uso excessivo de autotune mencion...

REVIEW: Sunn O)))-Pyroclasts

O Sunn O))) esta de volta com o seu segundo álbum em um ano. “Pyroclasts”. “Pyroclasts” possui o mesmo estilo de drone doom metal que “popularizou” (eu não diria que eles são populares) a banda, que manda muito bem nesse álbum. É um álbum incrivelmente pesado (especialmente “Ampliphædies (F)”), porem também extremamente relaxante e hipnótico.   Os drones de guitarra da banda são bem conhecidos por fazer pessoas passarem mal em shows ao vivo (to falando serio), alem de deixar elas em um verdadeiro estado de transe, alem disso muitas pessoas (AKA o TV Tropes) não recomendam que você escute essa banda drogado, visto que isso pode deixar você passando ainda mais mal, porque eu to falando isso, porque não tem nada realmente pra falar, eu quero que esse review alcance pelo menos 180 palavras e o meu tempo ta bem curto, mas ainda assim eu vou tentar falar um pouco mais do álbum pra vocês. Esse álbum como eu falei é bem hipnótico, bem relaxante, eu literalmente fiquei com...

necronomidol: um bom começo para uma nova formação.

Ah... o Necronomidol, esse grupo é fascinante, resuitado de um experimento bem sucedido em deixar a musica idol japones um mais “sombria”, o Necronomidol vem despontando como um dos melhores grupos idol alternativos da atualidade, alem de se tornar um dos grupos mais populares na europa e nos estados unidos. O Necronomidol vem de uma boa sequencia de álbuns, com o excelentes EP’s “Deathless” e “Strange Aeons” (2017 e 2018 respectivamente) e do álbum “Voidhymn” (o melhor álbum japones do ano passado na minha opinião), e mesmo com a saida das duas integrantes mais populares do grupo (Sari e Hina), o grupo não desanimou, e, com suas novas integrantes (Kenbishi Kunogi e Michelle) o grupo continuou chutando bundas com sua musica sombria, invernal e, pasmem, incrivelmente cativante. “Scions of Blasted Heath” (Trad: Enxertos de Charneca Queimada), é a primeira gravação do grupo com a nova formação, e ele tem algo incrivelmente engraçado, afinal a melhor e a pior musica é, resp...

Review: Shonen Knife-Sweet Candy Power (2019)

“Sweet Candy Power” é o mais novo álbum do Shonen Knife, as rainhas do pop punk japonês na minha opinião. “Sweet Candy Power” foi lançado no ultimo dia 5, e desde esse dia eu quero ouvir esse álbum e fazer um review, porem eu estava ocupado com uma lista de melhores do més anterior (lista que eu larguei mão, mas alguns álbuns e singles que eu ouvi vão aparecer na lista de melhores/piores do ano com certeza), então agora eu finalmente vou fazer esse review, que vai ser meio corrido porque eu estou meio ocupado hoje, então vamos começar. O álbum já começa com o pé na porta com “Party”, que é uma musica bem animada, divertida, com riffs de guitarra rápidos, que me lembram um pouco um Green Day (como os últimos trés álbuns do SK), e uma boa performance vocal da Naoko Yamada (eu não gosto muito do vocal dela na verdade, eu acho ele muito fino, muito desafinado, as vezes me lembra o vocal da Yoko Ono), essa mesma tendencia é seguida em “Dizzy”, outra ótima faixa, com as mesma...

Review: Weyes Blood-Titanic Rising

Weyes   Blood  é o projeto solo da cantora, compositora e instrumentista norte-americana  Nathalie   Mering , a música do  Weyes   Blood  é muito inspirada pelo,  art  pop e pelo  baroque  pop dos anos 60 e 70 de bandas como o ABBA, por um exemplo.   Mais recentemente  Nathalie  lançou o seu quinto álbum com o nome  Weyes   Blood , esse álbum é “Titanic  Rising ”, e é desse álbum que nós vamos falar hoje.   Bem, como eu já disse anteriormente, “Titanic  Rising ” é muito inspirado por bandas como o ABBA, o Carpenters e, em pequena escala, o  fleetwood   mac  dos anos 80, ou seja, musicalmente pode se dizer que esse álbum é uma pastiche, já que praticamente apela para a nostalgia para conseguir trazer alguma coisa para o ouvinte.    Porém, diferente de outros atos musicais de pastiche (eu estou falando com você Greta Van  Fleet ) “Titanic ...