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REVIEW ALTERNATIVO: Kero Kero Bonito-Civilisation I (EP, 2019)

Olha que legal, dois reviews no dia, isso é bem interessante não é mesmo, acho que a sua resposta é não, muita gente posta mais de dois reviews no mesmo dia, mas isso não interessa, o que interessa e que esse é o começo de um novo review alternativo. Dessa vez vamos falar de um EP, um EP até que bem “velho”, foi lançado em setembro do ano passado. Esse EP é o Civilisation I da banda eletrônica britânica Kero Kero Bonito, exatamente mais um britânico. E eu até que tenho bastante coisa pra falar sobre esse EP, mas eu vou tentar ser rápido. Civilisation I é o lançamento mais político do KKB, os temas das três musicas incluem o aquecimento global, guerras, autoritarismo, protestos, conteúdo místico/religioso e, acima de tudo, o fim dos tempos.   É um álbum liricamente bem sombrio, mas também bem profundo (e sem soar pretensioso), principal exemplo sendo “Battle Lines”, que fala principalmente sobre como o mundo nunca vai viver totalmente em paz, como governos fazem u...

REVIEW ALTERNATIVO: The Streets & Tame Impala-Call my phone thinking i'm doing nothing better (Single, 2020)

“Call my phone thinking i’m doing nothing better” é o novo single do cantor/rapper britânico The Streets, contando com a colaboração da “banda” Tame Impala, banda entre aspas, aqui é apenas o vocalista Kevin Parker. Eu não tenho muito a dizer sobre o artista, parece que o primeiro álbum dele é bom, mas que ele decaiu nos últimos tempos. Esse é mais um review que eu simplesmente não sei o que dizer, tipo, a produção é boazinha, mas o resto, é realmente bem médio. A letra é bem repetitiva o refrão é repetido 5 vezes (a musica tem 2:45 de duração), o que não é realmente o pior problema do universo, tem musicas que repetem o refrão muito mais vezes e eu gosto (tipo “Boom Boom Boom” do Vengaboys), mas também tem algumas letras que são bem vergonha alheia (“você sabe que eu te daria o meu fígado/mas nunca jamais pegue meu carregador” ugh). A melodia é escassa, minimalista, algo do tipo. Eu não queria fazer que meu primeiro review alternativo (review para singles/EP’s/Mixtapes/q...

REVIEW: Gacharic Spin-Gold Dash (2020)

Ok. Eu não faço a menor ideia do que escrever sobre esse álbum, mas eu tenho que escrever pelo menos 600 palavras sobre isso, então vamo la. Gold Dash é o sexto álbum do Gacharic Spin, banda japonesa de Kawaii metal, formada há mais de 10 anos atrás. E que, na minha opinião que é meio impopular no circulo de fãs de metal japonês, é a banda mais chata das grandes bandas do metal feminino japonês. O Gacharic Spin não é uma banda ruim, elas têm varias musicas boas como “Ghost Rule” do EP Go Luck ou “Your Place”, do álbum anterior G-litter alem de algumas outras musicas entre o resto da discografia da banda, mas no geral o catalogo pode ser descrito como produzido demais, comercial demais, muito “idolistico”, muitas musicas parecem ter sido feitas pelo AKB48 ou algum outro grupo da mesma laia, e acima de tudo, chato, vazio e com pouca coisa a acrescentar. Tendo como único ponto de originalidade o uso de teclados em suas musicas (o que não é nada inovador, especialmente...

REVIEW: Lovebites-Electric Pentagram

PRIMEIRO REVIEW DO ANO. Ola pessoal, meu nome é Ricardo Augusto Pereira dos Santos, e eu estou de volta com mais um review no meu blog. Nexus. Eu sei que eu dei uma sumida, eu sei que não é assim que se administra um blog, mas vamos e convenhamos. Vocês também sumiram desde que o Google+ acabou então nesse caso eu acho que estamos quites. Agora eu tenho uma pergunta, vocês se lembram do meu primeiro review. Provavelmente não porque eu duvido que alguém me acompanha desde 2018, mas se você me acompanha desde 2018 você provavelmente se lembra do meu review do álbum Clockwork Immortality do Lovebites, uma banda japonesa de Power metal composta totalmente por mulheres, e se você se lembra desse review (se você não se lembra, você pode ler ele a qualquer momento). Você se lembra que eu... Fui meio duro com esse álbum. oof Na época meu critério de avaliação era diferente, eu simplesmente via quantas musicas um álbum tinha, ouvia as musicas, se eu gostasse ela ganh...

REVIEW: Liturgy-H.A.Q.Q

Durante a decada de 2010 poucas bandas de metal receberam tanta infâmia quanto o Liturgy. Desde 2011, com o lançamento do seu segundo álbum Aesthetica (o primeiro álbum Renihilation é basicamente um álbum normal de Black metal com influencias atmosféricas) o Liturgy dividiu muitas opiniões devido ao seu estilo de Black metal (considerado como transcendental em um polemico manifesto escrito pelo líder da banda Hunter Hunt-Hendrix no inicio dessa década), o projeto nunca foi visto com bons olhos pelos fãs “trve kvlt” do estilo, seja pelo estilo eclético de musica que a banda toca, seja pelas letras vagas, simbólica e quase nonsensicas, seja pela atitude de HHH (como chamaremos o vocalista a partir de agora), considerada por muitos como pretenciosa e arrogante, seja pelo fato da banda ser adorada pela pitchfork, seja pelo bizarro manifesto já mencionado, tudo era motivo para os metaleiros tr00zões pegarem no pé da banda e de seus fãs, que inclusive chamavam o estilo tocado pelo g...

REVIEW: DIIV-Deceiver

O DIIV chega ao seu terceiro álbum com o som renovado, trocando o post punk oitentista pelo shoegaze, esse também é o primeiro álbum lançado depois do vocalista e guitarrista Zachary Cole Smith entrar no rehab por conta de seus abusos de drogas, eu falo isso porque muito desse álbum fala sobre o abuso de substancias toxicas, musicas como “Horsehead”, “Skin Game” e “For the Guilty” todas tem como plano de fundo os vícios que Zachary vem combatendo desde 2017. Esse também é o primeiro álbum sem o baixista David Ruben Perez, que foi demitido em 2017 por ser um channer homofóbico e racista (ou seja, só um channer). Agora falando um pouco mais do álbum, em “Deceiver” o DIIV teve bastante sucesso em criar o shoegaze melancólico e noturno que eles almejaram criar, o que se percebe em musicas como “Taker” e “Like Before You’re Born”, alem disso o álbum possui uma produção suja, atmosférica, porem ainda bem acessível para as pessoas, claro que tem alguns problemas, a transição entre as ...

REVIEW: Caroline Polachek-Pang

A cantora e compositora norte-americana Caroline Polachek mostra para o que veio em seu primeiro álbum solo Pang. Pang é um excelente álbum de art pop, contendo influencias da electropop, da musica Ambiente e do  glitch pop, se sustenta principalmente em musicas cativantes como a faixa-título e So Hot You’re  Hurt  My Feeling , alem de momentos magistrais e belíssimos como Go as a Dream e Hit Me Where it  Hurts , alem disso temos o ótimo desempenho vocal de Caroline, que seria excelente se não fosse o  uso um tanto excessivo de autotune em musicas como Insomnia , mas falaremos disso depois, esse  álbum me lembra uma versão (muito) melhorada do ultimo álbum da Marina and the Diamonds.  Alem disso, eu sei que isso pode parecer loucura, mas em algumas musicas (Como a faixa-título) os  vocais me lembram um pouco da Rosalía, é um álbum muito bom. Mas infelizmente nem tudo são flores, alem do uso excessivo de autotune mencion...